Entre Saltos traduz, em composição minimalista e poética, a leveza dos instantes que existem entre a queda e o impulso. Em quatro cenas sutis, o movimento do corpo atravessa o vazio até encontrar novamente a cama elástica — um ciclo silencioso de coragem, desequilíbrio e recomeço.
A estética limpa e monocromática valoriza o espaço em branco como parte essencial da narrativa, criando sensação de suspensão e contemplação. Cada azulejo representa um fragmento do tempo, como fotografias de um único salto transformadas em arte.
Com traços delicados e atmosfera contemporânea, a obra dialoga com a ideia de liberdade, movimento e transformação. “Entre Saltos” é um convite para enxergar beleza nos intervalos da vida — nos momentos em que ainda estamos no ar, entre partir e chegar, cair e subir novamente.